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Otimismo de Hamilton é mais do que fair play, aponta treinador mental

Uma simples atitude do heptacampeão mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton, chamou a atenção dos fãs do esporte no último domingo, logo após o final do Grande Prêmio da França. Ultrapassado na penúltima volta pelo vencedor Max Verstappen, o piloto britânico seguia para os boxes quando a conversa dele com sua equipe foi captada pela transmissão da corrida, e lá ele tranquilizava a equipe após o resultado inesperado e ainda parabenizou o vencedor pela conquista.

Lidar com a derrota é algo desagradável, mas neste caso sua atitude surpreendeu a todos. “Nem todos os atletas são assim, na verdade, a maioria deles esquece de trabalhar o mental e o comportamental. O que Hamilton fez foi o ápice do atleta de elite”, é o que garante o treinador mental de atletas de elite, Lincoln Nunes, que tem vivência quando o assunto é performance em alto nível. Nunes trabalha com atletas da motovelocidade, atletas olímpicos, do UFC. Além de grandes estrelas do futebol mundial.

É possível enxergar algo positivo na derrota? Lincoln explica que “sim, é possível e imprescindível! O atleta que tem o sentimento derrotista, na minha percepção, leva isso para todas as áreas da vida. É algo conhecido no trabalho mental desportivo como mentalidade fixa. Esse tipo de condição te estagna. Ou seja, esse atleta não evolui nunca.”

Para o treinador mental, é importante observar que existe uma chave essencial para que o atleta tome uma atitude positiva como essa. “A base é o otimismo aliado ao conhecimento do atleta das suas capacidades, mesmo quando as coisas não acontecem como desejado. Assim, se abre espaço para que você enxergue o que precisa ser melhorado. Quando o atleta tem o mindset focado na derrota, para algo ruim, bloqueia toda a possibilidade de crescimento. Então, o que o Hamilton fez foi criar uma janela de crescimento nesse resultado. Dessa forma, a equipe e ele visualizam essa janela de melhorias”, acrescenta.

Em paralelo à atitude tomada pelo multicampeão de Fórmula 1, Lincoln o compara a outro esportista vitorioso, que é o lutador do UFC, Connor Mcgregor: “O irlândes é falastrão, mas quando o tema é a mentalidade no esporte ele é referência “Eu nunca perco, ou eu ganho ou eu aprendo”. Ele está coberto de razão. Diferentemente do boxer, Hamilton tem essa estabilidade no mental e comportamental. E o melhor de tudo, reconhece o valor do trabalho em equipe.”

“O Hamilton deu um show de otimismo, enaltecendo as qualidades do atleta que naquela corrida, naquela volta, foi melhor. Então, esse tipo de atitude faz o atleta enxergar sempre as possibilidades de melhoria, não importa em qual patamar ele esteja, isso é primordial para qualquer atleta de elite, ele não desmerece as qualidades do adversário. Pelo contrário, ele enaltece e, naturalmente, enxerga o que tem a se fazer para a próxima corrida. Ele não se fixa no resultado, porque conhece e vive cada oportunidade para vencer, é um modelo de vida”, completa.

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