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Gestoras das águas em Pernambuco participaram de evento da Abas

No Dia Mundial da Água, celebrado nesta segunda-feira (22), o núcleo estadual da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (Abas) realizou um encontro virtual para debater a gestão das águas em Pernambuco. A transmissão foi aberta às 14h30 pelo coordenador da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas e presidente em exercício da Abas, Assis Ferreira. O evento reuniu a secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos (Seinfra), Fernandha Batista; a executiva de Recursos Hídricos, Simone Rosa; a presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Manuela Marinho e a diretora de Regulação e Monitoramento da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), Crystianne Rosal.

A titular da Seinfra, Fernandha Batista, falou sobre os desafios e metas da pasta para o setor, destacando os investimentos do Estado para garantir acesso à água e segurança hídrica a toda população. “Em 2020, foram investidos na área R$ 650 milhões e a expectativa do orçamento para 2021 é na ordem de R$ 1,3 bilhão. Entre as metas para este ano, o Governo de Pernambuco está trabalhando com foco no saneamento rural, através de estratégias para modernizar e fazer a gestão compartilhada e participativa dos equipamentos que levam água ao meio rural, garantindo a médio e longo prazo, a universalização do abastecimento regular nas torneiras em casa, em quantidade e qualidade adequada. Também estamos estimando para este ano, a autorização para contratar as obras de recuperação da Barragem Nilo Coelho, em terra Nova, construída na década de 70, garantindo a estabilidade da estrutura,” frisou.

Atualmente, a Seinfra trabalha em ações como na atualização do Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH-PE), que será concluído em novembro e norteará o trabalho no setor nos próximos 20 anos, e na construção dos parques Janelas para o Rio em Caruaru, São Caetano e Gravatá. Para Fernandha, dentre as iniciativas desenvolvidas pela pasta e suas vinculadas, é importante ressaltar o convênio firmado em dezembro pela Apac com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), para revitalização da Bacia Hidrográfica do rio Pajeú, e os planos de segurança de barragens para o manuseio das estruturas.

Pernambuco, assim como os outros estados do Nordeste, possui a disponibilidade hídrica inferior a 1.500 metros cúbicos de água por habitante ano, o que a Organização das Nações Unidas (ONU), avalia como crítico. Essa disponibilidade consta em 80% do território, sobretudo, na região do Agreste, que possui população densa e pouca disponibilidade hídrica.

Em seguida, a secretária de Recursos Hídricos, Simone Rosa, explicou a atuação da executiva; enfatizou o trabalho desenvolvido pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CRH), que realizou, desde a sua criação em 1998 até hoje, 50 reuniões ordinárias e 20 extraordinárias; e ainda, o andamento das obras dos Parques Janelas para o Rio em Caruaru, São Caetano e Gravatá. A gestora aproveitou a ocasião para apresentar as ações do Programa de Saneamento Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Ipojuca (PSA Ipojuca) e do Programa de Sustentabilidade Hídrica de Pernambuco (PSHPE).

“Encerramos em março deste ano o PSHPE com grandes realizações em Pernambuco, entre elas, as estações de tratamento de afluentes das cidades de Santa Cruz do Capibaribe e Surubim e o avanço do programa Olinda+Água. O andamento do programa segue agora com recursos oriundos do Estado”, explicou.

Já a presidente da Compesa, Manuela Marinho, enfatizou o trabalho da Companhia para ampliar o abastecimento de água no período mais crítico da pandemia da Covid-19. “Com estratégia bem definida, conseguimos aumentar a produção de água na Região Metropolitana do Recife (RMR), reduzimos o sistema de rodízio em 40 municípios, reforçamos a distribuição de carros-pipas e, além disso, realizamos 90 obras estruturadoras, distribuímos lavatórios e pias em mercados públicos e terminais rodoviários”, destaca.

A Compesa está presente hoje em 182 municípios pernambucanos e na Ilha de Fernando de Noronha. Atualmente, a Companhia monitora mais de 400 mananciais e poços profundos, 200 estações de tratamento de água e 80 estações de esgoto. Segundo Manuela Marinho, para este ano, o desafio é a realizar obras em 100 municípios, que vão desde a ampliação da rede até a duplicação de estações de tratamento e melhorias nos sistemas de medição, o que vai deixar a operação mais confiável e continua, possibilitando o cumprimento e antecipação do calendário de abastecimento de água.

Já a diretora de Regulação e Monitoramento da Apac, Crystianne Rosal, explorou na sua apresentação o cenário das outorgas de uso da água em Pernambuco. Encerrando o evento, o coordenador da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas (CTAS) e presidente em exercício da Abas, Assis Ferreira, explicou o trabalho da Câmara, responsável por discutir propostas para o tema de forma integrada, além da legislação referente ao setor.

LIVRO – Durante o evento, foi lançado o terceiro volume do livro “Conservação de Águas em Prédios Públicos”, escrito pela executiva de Recursos Hídricos de Pernambuco e docente da Universidade de Pernambuco (UPE), Simone Rosa em parceria com Luiz Nunes e Anna Soares. A obra, que integra a sequência da série que explorou em outros dois volumes os conceitos gerais sobre o tema no meio urbano e em prédios públicos administrativos, trata nesta edição do estudo do consumo de água em 140 escolas públicas do Recife.

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