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Delegada Gleide Ângelo apresenta projeto de lei que favorece seleção para o primeiro estágio

No Brasil, o ingresso dos jovens no mercado de trabalho sempre foi mais sinuoso: a inexperiência técnica e o menor tempo do vínculo empregatício tornam estes profissionais mais vulneráveis nos momentos de crise. Desta maneira, os dados divulgados pelo IBGE no final de 2020 apenas confirmam esta realidade preocupante: dentro do universo de 14 milhões de brasileiros desempregados, 31% deles têm entre 18 e 24 anos. Ou seja: um a cada três jovens está à procura de um emprego. 

Buscando contribuir para a inserção dos jovens no mercado de trabalho, a Delegada Gleide Ângelo apresentou o projeto de lei Nº 2192, que exclui a exigência de experiência profissional como critério para seleção nos programas de estágio das empresas atuantes em Pernambuco. “Estamos vivenciando a maior crise socioeconômica dos últimos 20 anos e devemos facilitar o ingresso de cada vez mais pessoas no mercado de trabalho. Muitos jovens são prejudicados nos processos seletivos porque exigem experiência nas vagas, mas, para conseguir experiência, eles precisam começar a trabalhar, precisam de uma primeira oportunidade”, explica a deputada.

Apesar de a Lei do Estágio assegurar que esta é uma formação pedagógica, que, embora se desenvolva num ambiente profissional, ainda seja uma ação de aprendizado supervisionado, muitos jovens buscam nos estágios uma oportunidade para complementar a renda, contribuindo para o orçamento doméstico de milhares de famílias. De acordo com um levantamento da Companhia de Estágios, uma empresa de recursos humanos, em parceria com o IBGE, ao menos sete em cada grupo de 10 jovens contribuem para o orçamento de suas famílias.

O Estado precisa buscar alternativas para assegurar a inserção destes jovens no mercado e é completamente incompatível com a própria finalidade do estágio a exigência da experiência profissional. É preciso compreender que este entrave atrasa o desenvolvimento econômico de todo o estado, já que cria mais dificuldades no acesso à educação dos estudantes”, declara. Assim, a proposta da deputada também prevê que as instituições, públicas ou privadas, que descumprirem a medida podem sofrer advertências ou mesmo ser punidas com multas cujos valores podem chegar até R$50.000,00.

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