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Saiba quais são as doenças mentais mais frequentes deste século

Devido a determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS), e também como medida de prevenção à disseminação da Covid-19, o isolamento social passou a ser regra. Estamos em casa, mas o nosso lar que deveria nos trazer aconchego e segurança, passou a ser uma prisão domiciliar, pois passamos a ter medo, receio, incertezas e crise financeira. Esses fatores estão desencadeando alguns distúrbios psicológicos.

Segundo a OMS, 1 em cada 10 pessoas no mundo sofre algum tipo de distúrbio de saúde mental. Esse número representa 10% da população global, aproximadamente 700 milhões de pessoas. Mas para o neuropsicólogo e neurocientista Fabiano de Abreu esses números podem ser maiores, visto que já estamos enfrentando pandemia há mais de um ano e as chances para que surjam as doenças mentais aumentaram, podendo atingir boa parte da população mundial.

“Eu considero este número bem maior já que dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) sugerem que 30% da população das Américas teve ou terá algum transtorno mental. Além disso, a mudança de rotina repentina faz com que tenhamos uma disfunção em nossos mensageiros bioquímicos, o que resulta em distúrbios desde leves, moderados e graves”, pontua Abreu.

E para o neuropsicólogo existe um fator sentimental que, se desregulada, pode fazer surgir os problemas mentais. “Pontuo a ansiedade, como principal responsável por esses distúrbios. O que acontece é que ter ansiedade constante desregula outros mensageiros bioquímicos responsáveis por nosso humor, sono, temperatura corporal, fome. Se um neurotransmissor é liberado em excesso, desregula todos os outros, inclusive hormônios como o cortisol, responsável pela nossa imunidade e controle nos níveis de açúcar no sangue e pressão arterial”, explica.

Saiba quais são as principais doenças mentais

O neuropsicólogo pontuou e explicou algumas doenças mentais mais frequentes neste momento de isolamento. Todas estão relacionadas com a ansiedade e disfunção dos neurotransmissores, que são os mensageiros químicos no cérebro. São elas:

1 – Transtorno de ansiedade: sensação de pavor e pânico ao se deparar com uma situação ou objeto específico.

2 – Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): preocupação intensa e persistente sobre situações cotidianas sem real motivo.

3 – Dependência química: uso de substâncias para suprir problemas da mente, como o uso de drogas, álcool, cigarro.

4 – Depressão: este distúrbio/doença pode ter diferentes graus, desde leve, moderado ao grave e está relacionado a disfunções nos neurotransmissores que podem trazer alteração no humor, falta de prazer, pessimismo, sentimentos de inutilidade, desesperança, excesso de preocupação, baixo nível de energia, dores e pode levar à morte.

5 – Transtornos alimentares: anorexia, bulimia, causam recusa à alimentação, distorção da própria imagem e medo de engordar.

6 – Transtorno afetivo bipolar: mudanças radicais de comportamento, podendo ter estágios depressivos profundos à euforias. Há fases que são denominadas como maníaca ou depressiva.

7 – Transtorno sono-vigília: dificuldade de dormir, insônia, que resulta em cansaço, dificuldade de raciocínio e memorização.

Caso veja algum desses itens, dependendo da gravidade, procure um psicanalista, psicólogo e, caso seja grave, um psiquiatra. Fabiano de Abreu está disponível para conversar e sanar mais dúvidas sobre o assunto.

Sobre Fabiano de Abreu

Doutor e Mestre em Psicologia da Saúde pela Université Libre des Sciences de l’Homme de Paris; Doutor e Mestre em Ciências da Saúde na área de Psicologia e Neurociência pela Emil Brunner World University; Mestre em psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio,Unesco; Pós-Graduação em Neuropsicologia pela Cognos de Portugal; Três Pós-Graduações em neurociência, cognitiva, infantil, aprendizagem pela Faveni; Especialização em propriedade elétrica dos Neurônios em Harvard; Especialista em Nutrição Clínica pela TrainingHouse de Portugal. Neurocientista, Neuropsicólogo, Psicólogo, Psicanalista, Jornalista e Filósofo integrante da SPN – Sociedade Portuguesa de Neurociências – Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento e Federation of European Neuroscience Societies.

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