Câmara de Arcoverde: criação da guarda municipal e segurança pública são os destaques da primeira reunião do ano

A primeira sessão ordinária da Câmara de Arcoverde realizada na quarta feira, 15, contou com a presença dos dez vereadores, seis deles estreantes. Do Executivo, foi votado e aprovado um projeto de lei que autoriza o uso do diário oficial da AMUPE como veículo de informação oficial do município.

Pela oposição Heriberto do  Sacolão fez  críticas a gestão municipal e citou a inercia da prefeitura por não usar emenda do deputado Júlio Cavalcanti, no valor de R$ 230 mil, que seria destinada a pavimentação da estrada do CEDEC. Promessa de campanha do ex-governador Eduardo Campos, a estrada do CEDEC é o sonho de fieis que visitam ao  Santuário da Divina Misericórdia.  Solicitou ainda a terraplanagem da Estrada do Deserto, a construção de uma Policlínica no bairro da Cohab I, segurança no telhado do pátio da feira de São Cristóvão e apresentou pedido de informações sobre a arrecadação do Baile Municipal.

Já a petebista Zirleide Monteiro requereu a construção de calçamento no bairro do São Miguel e galerias no bairro Jardim Petrópolis. Focou parte de seu discurso no tema Segurança, e apresentou gráficos. Segundo ela, entre 2015 e 2016 o número de homicídios cresceu 43% no município, enquanto as policias estão desestruturadas e precisando de apoio para combater o crime e a violência. Cobrou da prefeitura a guarda municipal. A vereadora trabalhista também falou sobre o encontro dos odontologistas do município que decidiram criar uma representação do sindicato da categoria em Arcoverde, declarando seu apoio a luta dos profissionais que buscam a garantir de seus direitos para executarem um bom trabalho para a população que mais precisa.

Entre os governistas, João Taxista (PRP), que é defensor nato do esporte, principalmente do futebol aproveitou a tribuna da casa para cobrar a redução do preço dos ingressos do Campeonato Pernambucano da Primeira Divisão


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A presidente da casa, a vereadora Célia Almeida (PSB) requereu na tribuna a criação de duas novas secretarias: a da Mulher e a de Segurança Pública Municipal. Requereu ainda a criação da guarda civil municipal, cujas vagas, seriam preenchidas por concurso público. Chamou a responsabilidade pela criação da Comissão em defesa da paz e da segurança de Arcoverde, instituída em novembro de 2016 e formada por 5 parlamentares. “É prerrogativa do poder legislativo, discutir a segurança pública de Arcoverde. Não podemos deixar que o papel do vereador seja usurpado por terceiros”. A vereadora também defendeu uma audiência pública para debater a situação da AESA. A vereadora também defendeu as reformas a exemplo da previdência citando o caso da Câmara de Arcoverde que recolhe pouco mais de R$ 6 mil para o Fundo de Previdência (Funpremac) e paga quase R$ 49 mil aos aposentados da Casa James Pacheco. Requereu ainda a iluminação pública de toda a extensão do Canal do Riacho do Mel, a construção do velório municipal, a reposição de calçamento nas intermediações do Hospital Regional de Arcoverde e a reforma da praça situada ao lado do Clube dos Subtenentes. Disse ainda aos vereadores que irá chamar os concursados e diminuir o números de cargos de confiança na casa.

A vereadora Cybele Roa (PP) puxou um debate sobre a mudança de nomes de ruas, argumentando que a alteração causa transtornos as empresas constituídas pois são obrigadas a alterar seus dados cadastrais em diversos órgãos. Defende um amplo debate sobre o tema com as empresas, Correios, Compesa e Celpe.

Cleriane (PRTB) solicitou apoio dos deputados Eduino Brito e Júlio Cavalcanti para a implantação do projeto Atitude em Arcoverde, além de requerimentos sobre a instalação de lixeiras em praças e comércio e a instalação de uma casa de apoio em Recife.

Siqueirinha(PSB), usou a tribuna para defender seu pai – Sargento Siqueira – ex presidente da Câmara,  que se defende de denúncia formulada pelo MPPE. Para Siqueirinha, o fato do desfalque de mais de 300 mil reais só chegou ao Ministério Público porque seu pai promoveu uma auditoria em suas próprias contas, identificou os desvios, fez a denúncia na Delegacia de Polícia e levou tudo o que foi encontrado para o Ministério Público agir.

A vereadora Luiza Margarida (PMDB) utilizou seu tempo para falar sobre o funcionamento da Casa de Apoio no Recife e o vereador e líder do governo, Everaldo Lira (PMDB) se reservou a saudar a volta aos trabalhos e a responder alguns requerimentos apresentados pelos demais vereadores. Deixou de apresentar seus requerimentos para ceder o tempo a que tinha direito para o vereador Siqueirinha. Geraldo Vaz (PSD) acompanhou os debates sem apresentar proposições.

 

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