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Lidando com o medo diante da crise – lockdown tem como intuito salvar a economia?

Estamos vivendo momentos de muita tensão nos últimos dias devido ao lockdown. Muitas pessoas têm experimentado a sensação de que 2021 está sendo até pior do que 2020. A vacinação está ocorrendo de maneira lenta, o número de mortes só aumenta, as autoridades apresentam opiniões díspares quanto à solução para o caos.

Com mais de 35 anos no mundo corporativo e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, hoje trago um artigo sobre como lidar com o medo diante da crise.

Primeiro é preciso desmistificar o lockdown como “inimigo da economia”. Se o Brasil em 2020 tivesse seguido com toda a rigidez o primeiro lockdown imposto, sem contar as questões administrativas em torno da aquisição de vacinas e início da imunização da população, em 2021 não teríamos que recorrer novamente a essa medida, mas o que não vale agora é lamentar, mas compreender como é possível lidar com a situação como se apresenta.

Lockdown como recurso para salvar a economia

Muitos pesquisadores ao redor dos Estados Unidos e Itália trouxeram a constatação de que o medo provocado pelo descontrole da doença pode ser muito pior para a economia do que o lockdown.

Acredita-se que o medo e a incerteza são piores para as atividades econômicas do que o isolamento social. Muitos governantes e comerciantes acreditam que o fechamento de portas é danoso à economia, mas na verdade, o problema está mesmo em tentar manter as estruturas diante do caos.

Muitas empresas, sem necessidade, diante de um plano de vacinação ainda não completamente fechado, já tinham retornado com as atividades presenciais, mesmo diante da constatação de que o modelo home office se mostrou efetivo e até mais rentável para muitas empresas.

No mundo empresarial é sempre importante ver além do que se mostra. O medo diante da crise é um sentimento que sempre friso em meus artigos, como algo natural no ambiente corporativo, a única diferença nesse caso é que se trata de um problema de saúde, de um vírus mortal e invisível.

Prestar atenção à saúde mental é fundamental

Em meus atendimentos, penso que o que mais aflige as empresas, independentemente do segmento e porte é muito mais aquilo que está no comportamento dos gestores.

O caos ocorre, quando as pessoas não estão conseguindo gerenciar as próprias emoções e, muitas vezes, isso se torna ainda mais complexo quando é preciso se controlar diante do caos do outro.

Essa sensação de desespero já se tornou um caos generalizado. O medo diante da crise paralisa empresas, população e autoridades no governo. Estão todos tão absortos diante do caos, que mal conseguem assimilar as situações e lidar com elas.

O ideal seria que a população seguisse com muito cuidado as medidas de restrição para que tivéssemos uma considerável diminuição na curva de contaminação e mortes. Mais do que isso, o cuidado deve ser em relação ao outro.

Muitas pessoas pensam que se com elas está tudo bem, se com suas famílias está tudo bem, por isso, pode-se passar por cima de regras e são essas ações impensadas que fazem com o que vírus circule cada vez mais.

Como administrador e consultor, me sinto também em compromisso de falar não apenas de problemas ou de cuidados na gestão, mas da importância dos cuidados com a saúde mental, emocional.

Ter medo diante da crise é natural, mas agir impulsionado por ela, não racionalizar em tempos de caos que requerem esse cuidado, pode ser muito arriscado e prejudicar muitas empresas.

Carlos Moreira – Há mais de 35 anos atuando em diversas empresas nacionais e multinacionais como Manager, CEO (Diretor Presidente), CFO (Diretor Financeiro e Controladoria) e CCO (Diretor Comercial e de Marketing). É empresário há mais de 15 anos e sócio e fundador da MORCONE Consultoria Empresarial.

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