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Delegada Gleide Ângelo apresenta projeto para incentivo e valorização feminina nos esportes

Questões como a falta de apoio, de reconhecimento e de investimento ainda são comuns aos atletas pernambucanos, em especial àqueles envolvidos em modalidades menos midiáticas. Esta realidade é ainda mais precária quando lançamos uma perspectiva de gênero sob o assunto. Ciente das inúmeras fragilidades que envolvem o tema, a Delegada Gleide Ângelo apresentou o projeto de lei Nº 2071/2021, que vai determinar o papel do Estado no fomento pela equidade de gênero, assim como no combate a qualquer outro tipo de discriminação no campo esportivo. Assim, a proposta garante o desenvolvimento de políticas públicas, por meio de projetos, campanhas e ações de incremento e incentivo às atletas pernambucanas, assim como a valorização de suas conquistas.

As desigualdades entre homens e mulheres no campo esportivo brasileiro têm raízes históricas, já que ainda nos anos de 1940, o presidente Vargas assinou um decreto restringindo dezenas de práticas esportivas às mulheres, sob a pretensa justificativa da incompatibilidade da natureza física. Pouco mais tarde, a mesma legislação foi aprimorada, sendo enumeradas as práticas esportivas inadequadas às atletas femininas, incluindo até possíveis punições para o descumprimento da lei. Foi há apenas 40 anos que estas proibições deixaram de existir, mas suas sequelas ainda se fazem bem presentes no cotidiano de milhares de brasileiras que buscam, pelo esporte, conquistar seu próprio espaço de fala e de poder.

As diferenças entre as modalidades masculinas e femininas na maior parte das práticas esportivas existem de fato. Mas não podemos deixar prevalecer as diferenças baseadas em preconceitos de gênero. Precisamos começar a pensar em mais formas de abrir espaço para as atletas pernambucanas crescerem. Precisamos oferecer as mesmas oportunidades, a mesma visibilidade para nossos atletas homens e mulheres”, comenta a parlamentar. Para além do preconceito de gênero, o projeto também assegura o enfrentamento a qualquer forma de intolerância que possa prejudicar o pleno o desempenho de homens e mulheres em competições esportivas, independente de raça, cor, etnia, idade, deficiência, condição socioeconômica, religião ou origem nacional ou regional. “O envolvimento no esporte é uma poderosa arma que vai ajudar na luta pela melhoria na qualidade de vida das pessoas. Não estou falando de ações para a criação de medalhistas olímpicos, mas sim de um equipamento importante da nossa sociedade. Afinal, por meio do esporte também há o ensino de valores, de objetivos, de prazer, de autoestima, de cuidados com a saúde física e mental e, principalmente, da cidadania”, conclui.

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