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Sustentabilidade será obrigatória para as empresas – Entenda

 

O conceito ESG, em aprovação nos Estados Unidos, ‘força’ uma preocupação real por parte das empresas com o meio ambiente.

Estamos caminhando para uma mais profunda reflexão sobre o conceito de transparência e sustentabilidade fortalecidas pelo conceito ESG.

ESG é a síntese em inglês para Ambiental, Social e Governança. É uma lei em votação nos Estados Unidos e já era uma das pautas no discurso do governo Biden.

Com tanto burburinho em torno do assunto, surgem muitas confusões, uma delas é a de que ESG é o mesmo que sustentabilidade (que há alguns anos ganhou força, mas era declarado por empresas apenas como ação de praxe).

ESG parece sustentabilidade, mas não é. O que essa lei traz é uma responsabilidade de fato sobre aspectos “não-financeiros”, que precisam ser levados em consideração por empresas que desejam ser sustentáveis.

ESG é a abertura de informações e a mensuração de como tem sido realizada a gestão ambiental, social e as práticas de governança corporativa.

Com mais de 35 anos no mundo corporativo e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, com foco, inclusive, na implementação da governança corporativa nas organizações, hoje trago um artigo sobre a transparência e sustentabilidade fortalecidas no ESG.

ESG – Sustentabilidade é uma nova realidade no mundo

ESG é uma realidade que veio para ficar e empresas que desejam expandir precisam incorporar essas práticas em sua cultura, mas não como ação corriqueira, até mesmo porque será preciso prestar contas sobre isso de maneira muito transparente.

A seguir, farei um breve resumo sobre os três pilares do ESG.

Environmental (Governança Ambiental)

O fator ‘meio ambiente’ no ESG analisa como o negócio atua na gestão da natureza e qual a sua relação com os recursos naturais.

Os fatores avaliados nesse pilar, são: risco ambiental, auditorias, incidentes poluidores, estratégias de reciclagem, gestão de resíduos e afluentes, ações ambientais, eficiência energética, uso de recursos naturais e emissões de gases de efeito estufa (CO2, gás metano).

Social (Responsabilidade Social)

O fator ‘social’ analisa se a empresa respeita ou não os direitos humanos, monitorando as ações do negócio em relação aos colaboradores, fornecedores e comunidades onde atuam.

É um pilar importante que analisa quais ações a empresa desenvolve para garantir a saúde de seus empregados, qual a cultura do negócio e se valoriza a diversidade e inclusão, entre outras ações.

Governance (Governança Corporativa)

A ‘governança’ está relacionada às práticas de gestão empresarial como: compliance, saúde fiscal e financeira, ética e transparência, direitos dos acionistas, prevenção de acidentes de trabalho, gestão de talentos, estratégia de ação, políticas antissuborno e anticorrupção.

Transparência e Sustentabilidade são fortalecidas no ESG

Sabemos que dentre os pilares na Governança Corporativa (GC), a transparência e a sustentabilidade são algumas das necessidades para que empresas se fortaleçam no mercado.

O conceito de ESG veio para fortalecer aquilo que já era uma necessidade na GC. Principalmente quando o assunto é sustentabilidade, é comum ouvir de gestores que “só vale investir em sustentabilidade se os consumidores estiverem dispostos a pagar por ela”, ou, “sustentabilidade faz a minha empresa perder o foco”, dentre outras afirmações.

É interessante lembrar que o ESG surgiu justamente por conta dos investidores, que têm pressionado as organizações sobre o que têm feito publicamente para a contribuição com o meio ambiente e sociedade.

Quando se falava em sustentabilidade, empresas desejavam estar dentro dos indicadores apenas para uma boa imagem no mercado. O que mudou com o conceito presente no ESG é que a imagem precisa ser boa, mas as ações declaradamente também.

Não será aceitável apresentar relatórios vagos, será necessário comprovar a ESG por meio de ações.

A transparência e sustentabilidade fortalecidas no ESG também levam à reflexão de que será preciso mais do que prestar contas em relatórios: a cultura organizacional precisará mudar.

Empresas que têm acordos comerciais com países do exterior têm, com urgência, repensado a sua atuação, afinal, essa lei está vindo para realmente fazer barulho.

Será necessário provar por meio de ações concretas qual tem sido o papel do negócio frente a questões ambientais, sociais e de governança.

Se já era considerado demais para muitas empresas pensar em uma governança corporativa, será ainda mais importante nos próximos anos, com a lei ESG em vigor.

Agora é o momento para rever estratégias, repensar cultura, de literalmente “arrumar” a casa para incorporar ações concretas que se adequem à nova lei.

Apesar de muitos especialistas apontarem que no Brasil pode ser que o ESG não ganhe força, acredito que à medida que se torna uma exigência do público de investidores, organizações precisarão se render e rever o seu papel.

Negócios que têm foco no crescimento no mercado precisam contar com governança corporativa e estar alinhados com os conceitos presentes no ESG. Não é só uma regulamentação, é uma mudança de paradigma, que vai além dos aspectos financeiros e torna as empresas muito mais fortes em um cenário de ampla competitividade.

Carlos Moreira – Há mais de 35 anos atuando em diversas empresas nacionais e multinacionais como Manager, CEO (Diretor Presidente), CFO (Diretor Financeiro e Controladoria) e CCO (Diretor Comercial e de Marketing). É empresário há mais de 15 anos e sócio e fundador da MORCONE Consultoria Empresarial.

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