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‘Haters’ do futebol: como clubes e técnicos podem se proteger ? Especialista responde

País do futebol: Brasil. Mas no atual contexto pandêmico, impossibilitados de irem aos estádios, os torcedores estão vibrando com as vitórias de seus times em casa, acompanhando cada lance pela internet que, posteriormente, se torna um local de debate para os comentaristas de plantão.

 

O que deveria ser em dose de brincadeira, pode se tornar em discussões sem fim no universo online, onde ofensas e ameaças tomam o lugar das piadas. Torna-se ainda problemático, quando treinadores e jogadores de futebol são atacados em suas próprias redes sociais.

 

“Temos que quebrar a ideia de que ‘a internet é uma terra sem lei’, muito pelo contrário, estar nas redes sociais também exige boa conduta dos usuários”, assim disse o advogado Sergio Rodrigo Russo Vieira, especialista em crimes virtuais e sócio-diretor do escritório Nelson Wilians Advogados, em Manaus. “O jogo se pauta em 90 minutos, então temos que combater as atitudes violentas dos torcedores nas redes”, completa.

 

Um dos casos mais recentes que aconteceu no mundo do futebol, foi a revelação do técnico Lisca, do América Futebol Clube (MG). O treinador disse em uma entrevista coletiva que tanto ele, quanto a família, estavam recebendo ameaças de torcedores rivais e que, para preservar a integridade física das filhas e esposa, tirou elas de Minas.

 

“Infelizmente, nem os clubes estão a salvo dos ataques cibernéticos, principalmente, por serem pessoas públicas. Mas oriento que limitem os comentários das redes e bloqueiem quem estiver incomodando”, aconselha o advogado. “Virtualmente também é possível registrar um boletim de ocorrência. Se caso a ameaça for específica, é possível encaminhar um processo para o Ministério Público”, completa.

 

O advogado também ressalta que os clubistas estão amparados pelo Artigo 147, do Código Penal, o qual a detenção para o crime de ameaça varia de um a seis meses, ou multa. Além disso, ainda está em trâmite o Projeto de Lei n° 3683, de 2020, que visa elevar as penas e sanções para crimes praticados na internet.

 

Sobre o advogado

 

Sergio Rodrigo Russo Vieira tem 37 anos (São Paulo em junho de 1983). Formado em Direito em 2006 na Universidade Salvador, assumiu o cargo de Sócio Diretor do escritório Nelson Wilians Advogados em Manaus, que é atualmente é o maior escritório do país e conta com filiais em todos os Estados da Federação, empregando cerca de 2.000 colaboradores e com 450.000 processos ativos em sua base.

 

Principais realizações:

 

*MBA em Gestão e Negócios ministrado pelo CIESA.

 

*Conselheiro Federal Suplente OAB Seccional AM pelo triênio 2019/2021.

 

*Membro da Comissão Nacional de Sociedade de Advogados junto ao Conselho Federal da OAB pelo triênio 2019/2021.

 

*Presidente da Comissão de Sociedades de Advogados Seccional AM pelo triênio 2019/2021

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