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Fundos imobiliários permanecem com isenção tributária. Saiba que isso é bom para seu bolso

Nos últimos dias, o congresso brasileiro tem discutido uma proposta de reforma tributária. Um dos itens que faz parte do texto que está sendo analisado pelos parlamentares é o Fundo de Investimento Imobiliário. A proposta original apresentada pelo Ministério da Economia previa que, a partir de 2022, seriam tributados em 15% os rendimentos pagos por esses fundos com cotas negociadas em bolsa. Vale lembrar que, atualmente, esses proventos são isentos de imposto.

 

No entanto, para alegria geral de quem investe no mercado imobiliário, o relator da reforma, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), manteve essa isenção. Segundo o CEO do Grupo Escodelar, Rafael Scodelario, essa medida “não é só um benefício aos investidores, mas também às pessoas que fazem parte da cadeia do mercado imobiliário”. Para quem não sabe, o especialista em mercado imobiliário explica que “os FII são uma fonte de captação e investimento para o mercado, comercial e residencial”. Daí, “a não taxação é um benefício a todos, a quem aluga, vende, comercializa ativos ou trabalha no ramo de um modo geral”, acrescenta. Além disso, Scodelario destaca que “não dá para mensurar o universo de pessoas beneficiadas por essa medida”.

 

Ao apresentar a proposta, o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia dito que a medida era necessária para reduzir o imposto de renda (IR) para pessoas físicas e empresas. Só que a repercussão não foi nada positiva. Tanto é que, logo após esse anúncio, o Ifix, que é o índice que mede o desempenho dos fundos imobiliários em bolsa, caiu 2,02%. “Para se ter ideia, essa foi a maior queda diária desde os primeiros dias de impacto da pandemia, em abril do ano passado. Em geral, as oscilações das cotas dos fundos são mais suaves do que as das ações, e por isso o Ifix apresenta menos solavancos”, explica Scodelario.

 

Como a proposta ainda está em tramitação, é preciso ficar atento, reforça o especialista: “Ainda falta muito a ser feito, pois o projeto ainda será votado. Mas, ao menos por enquanto, o risco de taxar esses fundos está afastado. E tomara que continue assim, pois seria o ideal para todos, em meio à este momento tão difícil que estamos passando”, completa.

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