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Inflação de Serviços tem forte elevação em setembro

A inflação do setor econômico de Serviços registrou elevação de 0,64% em setembro, conforme medição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Neste período, o IPCA apresentou alta acumulada de 4,41%, em 12 meses.

Inflação no período recente, segue pressionada devido, principalmente, aos seguintes fatores: desvalorização cambial, alta dos preços internacionais das commodities e crise hídrica.

Os sucessivos reajustes dos bens de consumo refletem a manutenção de um quadro de forte crescimento dos preços das commodities, no mercado mundial e seus impactos sobre os custos de produção.

A falta de chuvas tem prejudicado os reservatórios das usinas hidrelétricas, que são a principal fonte de energia elétrica no país. Com isso, foi necessário acionar as termelétricas, que têm um custo maior de geração de energia, impactando assim na elevação da inflação, acumulando alta de 28,82% em 12 meses.

Um maior dinamismo ao setor de serviços, gerando margem para uma recomposição de preços nesse segmento. A sinalização de continuidade da trajetória de alta de juros deve agir no sentido de atenuar as variações de preços de bens e serviços.

Nessa soma de choques, com a inflação corrente muito pressionada e alta disseminada de preços, acabamos tendo repasse para itens mais inerciais, principalmente o grupo de serviços, a inflação ganhou tração.

Quando olhamos para os próximos meses a perspectiva é de que a inércia futura seja maior do que a que imaginávamos. A alta foi grande, temos impacto de alimentos, de transportes e de energia, que foram os principais motores, mas houve espalhamento para muitos itens. Há nível grande de disseminação e de aceleração da inflação.

As medidas de núcleos seguem em patamar elevado na margem, reforçando a dinâmica de inflação de serviços acelerando com a reabertura da economia e efeito da inércia inflacionária, e ainda sem sinais claros de arrefecimento da inflação de bens. A inflação subjacente de industriais (0,72%) contou com aceleração em higiene pessoal (de -0,43% para 1,24%) e a de serviços desacelerou (de 0,64% para 0,37%) com resultado mais fraco em alimentação fora do domicílio (0,59% ante 0,76% em agosto).

Os resultados mostram ainda que a pressão inflacionária continua maior nas classes de rendas mais baixas comparativamente à observada nos grupos de renda mais alta.

Os dados mais recentes mostram que as taxas de inflação brasileiras seguem bastante pressionadas, combinando significativa aceleração de preços monitorados, inflação de alimentos e bens industriais em patamares elevados e um movimento inicial de recomposição dos preços dos serviços.

A inflação seguirá como ponto de atenção nos meses à frente. E a dinâmica do endividamento pode ser alterada no próximo ano, pelos juros mais altos e pelo crescimento menor da economia esperado para o ano de 2022.

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