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Pix já está em vigor em todo o Brasil; entenda como funciona

Prometendo revolucionar as transações bancárias, o Pix entra em vigor a partir de hoje em todo o Brasil. Diferente da TED e DOC, por exemplo, o novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central permite que as transações sejam realizadas 24 horas por dia, durante os sete dias da semana, e de forma gratuita. O servidor público Aurélio Filgueira fez o cadastro no Pix devido aos seus benefícios no dia a dia. “As transações bancárias disponíveis até então possuem limitadores que dificultam as transferências. Ou tem a questão do tempo, ou tem a questão da taxa. O Pix apareceu para mim como uma possibilidade de quebrar essa barreira”, comenta o servidor.

Apesar de entrar em vigor oficialmente nesta segunda-feira (16), alguns clientes já puderam utilizar a ferramenta durante o período de testes, que teve início no dia 3 de novembro. Aurélio foi uma dessas pessoas e se mostrou empolgado com a experiência. “Nesse momento eu preferi fazer transferência entre as contas que eu tenho em diferentes bancos e o que mais chamou atenção é que logo após eu confirmar a transação, o dinheiro já tinha sido depositado”, analisa o servidor. “Com o sistema em pleno funcionamento, ele vai me ajudar na cotinha do churrasco do final de semana, por exemplo”, complementa.

Em resumo, o Pix é um novo meio para realizar transações bancárias e pagamentos, mas ao contrário das outras formas, ele está disponível todos os dias, inclusive feriados, é instantâneo, e não possui taxas. Uma outra vantagem do sistema é que é possível fazer a operação apenas com a chave Pix, tornando desnecessário informar agência, conta e dados pessoais de quem vai receber o valor.

O cadastro das chaves deve ser solicitado às instituições financeiras. Ela pode ser o número de telefone, CPF ou CNPJ, e-mail ou um código de números e letras aleatório chamado EVP. “Com o DOC ou TED é super burocrático para fazer as transferências, é preciso saber qual o banco, se é conta corrente ou poupança, número da agência e etc. Com o Pix você apenas solicita a chave e envia o dinheiro, caindo em até 10 segundos na conta. Ele veio para desburocratizar as transações bancárias”, explica Carlos Pinto, advogado do escritório Carlos Pinto Advocacia Estratégica

As compras realizadas no débito também serão simplificadas com o Pix. Agora, é possível fazer as transações apenas com o celular, sem a necessidade de portar o cartão. Uma outra forma de realizar operações pelo Pix é através do QR Code, que pode ser estático ou dinâmico.

O novo sistema também não possui limite mínimo ou máximo nas transações. As instituições financeiras, porém, “poderão estabelecer limites máximos de valor baseados em critérios de mitigação de riscos de fraude e de critérios de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo”, informa o Banco Central em seu site.

As transações feitas no Pix são tão seguras quanto as realizadas por TED ou DOC. Porém, algumas pessoas ainda estão com um pé atrás para aderir ao novo sistema, como foi o caso de Aurélio. “Inicialmente, eu recebi uma enxurrada de informações, então gerou um certo receio. Mas a partir do momento que eu fui buscar saber sobre o assunto em fontes confiáveis e tive o conhecimento de como ele funciona, o medo passou”, afirma.

Essa busca por informações feita por Aurélio, além de aumentar a confiança na ferramenta, é importante para se prevenir contra possíveis golpes na internet. De acordo com levantamento da Kaspersky, empresa de segurança digital, criminosos já criaram dezenas de sites falsos para roubar dados pessoais. As técnicas, porém, já eram aplicadas anteriormente, apenas ganharam uma nova roupagem.

Assim como o servidor público, as pessoas podem receber e-mails, SMS, Whatsapp ou mensagens pelas redes sociais falando sobre o Pix e contendo links oferecendo cadastro ou promoção. O link, porém, pode levar o usuário para uma página falsa, onde ao preencher o formulário, ele tem os dados roubados.

Para evitar essa situação, o recomendado é que se realize as operações e solicitação da chave apenas no internet banking ou no aplicativo do banco. Outra dica é não passar os dados pessoais para alguém que se diz funcionário do banco. “As instituições possuem todos as suas informações, então se a pessoa realmente trabalha no banco, não precisa pedir novamente. Caso o cliente desconfie de algo ou tenha alguma dúvida, ele deve entrar em contato com os canais de relacionamento dos bancos. O importante é ter o conhecimento antes de fazer qualquer coisa para não cair em golpes”, destaca o advogado Carlos Pinto. 

Entenda como funciona o Pix
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