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Julho Amarelo: entenda o que são as hepatites virais e como se prevenir.

 

Artigo esclarece tudo que você precisa saber acerca do tema do mês de conscientização sobre as hepatites virais.

Denominado como “Julho Amarelo”, este mês é alusivo a conscientização e luta contra as hepatites virais. Para explicar tudo sobre o tema, a Dra. em Biologia de Fungos, Pós-doutora na área de resistência microbiana e professora dos cursos de enfermagem, biomedicina e Farmácia do UniFavip, Ana Maria Rabelo, ressalta as questões mais relevantes sobre o tema neste artigo, confira:

As hepatites virais são doenças provocadas por cinco vírus diferentes (HAV, HBV, HCV, HDV e HEV), sendo divididas em A, B, C, D e E. Esses agentes infecciosos apresentam afinidade pelas células do fígado causando quadros de inflamação aguda ou crônica, que podem estar associados a doença fatal, cirrose e câncer. A hepatite E não tem dados de prevalência significativos no Brasil, mas é muito comum na Ásia e África.

As hepatites virais representam um grave problema de saúde pública devido à elevada taxa de prevalência, incidência e mortalidade. As hepatites do tipo A e E geralmente estão associadas a quadros agudos com evolução favorável. Porém, os subtipos B e C apresentam a tendência de causar doenças crônicas, muitas vezes silenciosas, que podem evoluir para danos no fígado irreparáveis e até câncer, estimando-se que cerca de 325 milhões de pessoas no mundo vivam com hepatite B ou C e 1,4 milhão morrem por ano.

O subtipo D só ocorre em pacientes portadores do tipo B, devido ao vírus necessitar dele para produzir cópias do seu material genético. Essa associação é grave, com progressão rápida para cirrose e risco aumentado para descompensação, câncer e morte.

As infecções pelo vírus HAV e HEV estão principalmente relacionadas a falta do saneamento básico, com contaminação fecal-oral, sendo mais incidentes em países em desenvolvimento. O segundo grupo inclui o HBV e o HCV que possui diversos mecanismos de transmissão, como o parenteral, sexual, da mãe para o feto, compartilhamento de objetos contaminados como agulhas, lâminas de barbear e alicates, utensílios para colocação de piercing e tatuagens e outros instrumentos usados para uso de drogas.

As formas de prevenção das hepatites vão desde da necessidade do saneamento básico universal, com acesso à água de boa qualidade, até utilização de camisinha, uso de preservativos e não compartilhamento de seringas. Adicionalmente, devido a possibilidade de contaminação através do sangue, a realização de teste antes da doação sanguínea é obrigatória para evitar a contaminação através da transfusão. A vacinação também é uma forma de prevenção das hepatites A e B, disponíveis gratuitamente no sistema público de saúde brasileiro.

Com relação ao tratamento nos subtipos A e E geralmente não necessitam de tratamento específico por serem responsáveis por quadros clínicos agudos e que geralmente evoluem para cura. Para os tipos C e B, infectados ou não com o D, recomenda-se tratamento específico que buscam inibição da multiplicação viral nas células e acompanhamento médico rigoroso.

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